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dia da independencia do brejil

 

 

 

 

MUXURANA histórica

- Os primeiros fizeram
as escravas de nós:
nossas filhas roubavam,
logravam
e vendiam após.

 

TECUNA a s´embalar na rede e querendo sua independência

 

- Carimbavam as faces
bocetadas em flor,
altos seios carnudos,
pontudos,
onde há sestas de amor

 

 

Coro dos Índios

 

- Mas os tempos mudaram,
já não se anda mais nu:
hoje o padre que folga,
Que empolga,
vem conosco ao tatu.

 

Falando dos sepulcros, GOMES-DE-SOUSA, Dr. VILHENA e M. Hoyer

 

- Deus é X no horizonte?…
- Governistas dão leis?…
- Tendo à rama a ciência,
A consciência
Da uva à queda vereis?…

 

 

Desconsolados agiotas e comendadores

 

- De uns arrotos do demo,
No revira se haver…
- Venha a nós papelório
Do empório,
E de Congo o saber.

 

 

Damas da nobreza

 

- Não precisa prendê


quem tem pretos p´herdá


e escrivão p´escrevê;


Basta tê


Burra d´ouro e casá.

 

 

GEORGE e PEDRO, liberdade-libertinagem

 

- Tendo nós cofres públicos,
Livre-se a escravidão!
Comam ratos aos gatos!
Pilatus
Disse, lavando a mão.

 

 

Príncipes declinando do tesouro em favor da instrução pública

 

Tribos há que não pagam

 


ao seu legislador,

 


Patriotas honrados,

 


Amados,

 


Só da pátria ao amor.

 

 

 

Ministro português vendendo títulos de honra a brasileiros que não tem

 

- Quem de coito danado
Não dirá que vens tu?
Moeda falsa és, esturro
Caturro,
D´excelência tatu!

 

Voz dogmática de fora

 

- Luso-hispano-brasílio
Antro de Belzebubs!
Lácio em fim!…Reis, da raça
Da graça;
Réis, dos antros…da luz!

 

KONIAN-BEBE rugindo

 

- Missionário barbado,
Que vens lá da missão,
Tu não vais à taberna,
Que interna
Tens-na em teu coração!

 

VIOLA rindo

 

- D´este mundo do diabo
Dom Cabral se apossou,
E esta noite d’Arábia
Astrolábia
Desde então se bailou.

 

D. João VI. Escrevendo a seu filho

 

Pedro (credo! Que sustos!)
Se há de ao reino empalmar
Algum aventureiro,
O primeiro
Sejas….toca a coroar!

 

1º Patriarca

 

- Quem que faz fraca gente,
Calabar-Camarão?
Ou santelmos delírios,
Ou sírios
Das gargantas do Cão?

 

2º Patriarca

 

- Brônzeo está no cavalo
Pedro que é fundador;
Ê!ê!ê! Tiradentes,
Sem dentes,
Não tem onde se pôr!

 

O GUESA, rodando

 

- Eu nasci no deserto,
Sob o sol do equador:
As saudades do mundo,
Do mundo…
Diabos levem tal dor!

 

WAYANORICKENS, fumando e assoprando nas caras

 

- No cachimbo-conselho,
Qual um porco a roncar,
Enroscava olho e rabo
O diabo
Em cornudo sonhar.

 

Sábios olhando do vértice do solar paralaxe pelo telescópio do equador

 

- Vênus fica, passando
Pelo disco do sol,
Mosca; o ângulo obtuso,
Confuso
Qual n’um olho um terçol.

 

Alvissareiras no areial

 

- Aos céus sobem estrelas,
Tupã-Caramuru!
É Lindóia, Moema,
Coema,
É a Paraguassu;
-Sobem céus as estrelas,
do festim rosicler!
Idalinas, Verbenas
De Atenas,
Corações de mulher;
-Moreninhas, Consuelos,
Olho-azul Marabás,
Palidez, Juvenílias,
Marílias
Sem Gonzaga Thomás!

 

Políticos

 

-Viva, povo, a república,
(Fora): O’ Cabrália feliz!
= Cadelinha querida,
Dentro Rendida
Sou monarco-jui…i…iz. (Risadas).

 

Antropófago UMÁUA a grandes brados

 

-Sonhos, flores e frutos,

 

Chamas do urucari!

 

Já se fez a cae-a-ré,

 

Jacaré!

 

Viva Jurupari! (Escuridão. Silêncio).

 

 

Egipcíaca ESFINGE do deserto

 

 

- (Pessoal, não res publica,

 

Titular … lar-titu:

 

Só em vós crendo o povo:

 

Deste ovo

 

Que fazeis? … Hu! Hu! Hu!)

3 Comments

  1. thais wrote:

    cara, você é o cara.

    Friday, September 7, 2007 at 8:12 pm | Permalink
  2. há mundo por vir

    Sunday, September 9, 2007 at 11:49 am | Permalink
  3. noiva do zé wrote:

    menciono o boletim;
    costumo rasgar as orelhas dos livros, para que não ouçam nada, enquanto eu os difamo.
    salvo a história dos surdos, tais aqueles que vêm com a ponta dos dedos o quanto apontam os timbres dos zelos dos que com o olho, brincam.

    Monday, September 24, 2007 at 9:17 pm | Permalink

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