Skip to content

abolição da vaidade pessoal no ato de informar:

    As entidades de ensino (diga-se aqui em termos de teoria da informação: todos os veículos propulsores de comunicação) estão contaminadas pelo espírito de porco de um sistema econômico ridiculamente inescrupuloso, liderado pela classe inimiga colossal da classe trabalhadora. Os trabalhadores da informação não devem nada aos outros, exceto a LUTA, da qual fogem como cachorro da água. A informação no nosso mundo (que fique claro o mundo que vem vendo seu desenrolar, i.e que vem se desenvolvendo, desde a primeira revolução industrial e esta besta é seu sinal: o dinheiro) é algo monstruoso, grande como um polvo do tamanho do sol fora da órbita da Terra agarrando-a por inteiro. Os emissores e operários de informação são muitos e se dividem numa rede que engloba (isto hoje se deflagra em graus absurdos) artistas, cientistas, professores, jornalistas, estudantes e um sem número de trabalhadores que deveriam atuar para a mudança radical do panorama catastrófico que se desenha e se deflagra a cada dia que passa nesta aurora escura de início de século. No entanto, em sua maior parte estes profissionais se comportam como verdadeiros débeis mentais em termos de atuação na vida; “Um sistema econômico vicioso corrompeu todos os ramos do pensamento. Não há possibilidade de evitar perceber finalmente este fato.” [Ezra Pound, “A missão do professor”, 1938]. As coisas estão muito claras hoje neste ano da graça de 2007, mas diminui o número de preocupados conscientes de sua missão de mudar o mundo – é para isso que se nasce, senão NÃO – e a luta/vida se torna cada vez mais deplorável abatida pela indigência espiritual da grande comunidade. “Quando a ciência se restringe a um pequeno grupo, o espírito filosófico do povo decai, e ele caminha assim para a indigência espiritual”. [Albert Einstein, prefácio ao livro de Lincoln Barnett a respeito da famosa teoria do primeiro, 1948]. O grifo em “ciência” é meu, pois a ciência está no pilar alto da informação, é ela que descobre/inventa a informação. Deve estar claro que por mais que se fale aqui em termos gerais, são muito específicos para DESCOBERTA e INVENÇÃO. A ciência e a arte ocupam um lugar importante na cabine da informação em detrimento do fato de que elas explodem nos níveis mais altos a memória e a imaginação humanas, tenham o nome que tiverem em qualquer lugar do mundo. Aqui cabe mais uma máxima de Pound: “A vida mental de uma nação não é propriedade privada de ninguém”. PELO CONTRÁRIO a informação humana (a memória da espécie, a imaginação de Dante ou o que for) é toda coletiva, para quem souber. O emissor da informação, e consequentemente, o que a passa pra frente um dia ou mil anos depois é também emissor do conhecimento humano, de um dado dado que permanece NOVO.

            Todos os trabalhadores da informação (pense em tudo que comunique algo, sejam os Beatles ou a novela das oito ou o imbecil que você quiser) deviam perceber estes “pequenos” detalhes de sua profissão. John Lennon conhece (mais vivo que muito morto vivo por aí), Roberto Marinho não, era só um mafioso. Criminosos de sua laia não têm interesses intelectuais. Os trabalhadores da informação estão se negando a fazer seu papel, e estão se masturbando em conversas medíocres e contas bancárias gordinhas, enquanto se matam para manter sua própria desgraça. NÃO HÁ MAIS INTELIGÊNCIA. A informação é o que É o que sempre FOI o que sempre SERÁ; os tempos de ignorância são tempos de escuridão, TREVAS. Ninguém é iluminado por enxergar certas coisas, ninguém é mais que ninguém ABSOLUTAMENTE. O ataque frontal dos trabalhadores revoltados com esta situação de miséria mental é atacar com mobilidade mental. Agitar, dar exemplos, propagar “deixar as palavras vivas, do dia corrente, jogar no lixo as demais” [Vladimir Maiakovski, palestra “Abaixo a Arte, Viva a Vida”, 1924.]. A informação é a chave para a porta da revolução. Para ARROMBÁ-LA a invenção é mais eficiente. As revoluções são temidas pelos homens do poder, e os homens do saber bajulam o poder. Mudar a vida é a coisa mais óbvia que todo ser humano não corrompido almeja. A informação muda a vida, mas não basta. É preciso mais. Saber que Marte existe é pouco, pisar em Marte é muito. Os inimigos se tornam mais claros a cada dia. Os trabalhadores da informação em sua maioria são inimigos mortais da luta. Nós que nos consideramos o oposto temos de combater-los fechando escolas, boicotando – por que não com violência? – a imprensa, dominando as universidades, controlando museus e teatros enfim, montar um verdadeiro esquema de milícias e guerrilhas aliadas ao poder do fogo tecnológico que incendeia o mundo e trabalhar para a informação que não se repete e que gera revolta e mudança, invenção e revolução. Por isso é ERRADO ir ao teatro mortuário, ao museu lengalenga, ler a cega VEJA, por os filhos na escola, acreditar na universidade, contar com a posteridade… Abandonar as estruturas e assaltá-las para tomar o que é da humanidade é a tarefa maior dos que acreditam no CÉREBRO. Abandonar a estrutura = diagnosticar o câncer. Assaltá-la = curá-lo.         

 

One Comment

  1. estragado wrote:

    ufa!

    Friday, November 23, 2007 at 11:41 am | Permalink

Post a Comment

Your email is never published nor shared.